Estudos

Dispensacionalismo, pré-tribulacionismo e pré-milenarismo

Em Teologia Sistemática, Escatologia é o estudo dos últimos eventos previstos na Palavra profética, os que ainda “hão de acontecer” (Ap 1.19; 4.1) conforme a soberana vontade de Deus (GILBERTO, p. 7-12). Neste artigo, procurarei demonstrar, mediante a comparação de algumas escolas escatológicas, que o pré-tribulacionismo — pré-milenarista e dispensacionalista — é a que melhor se coaduna com as Escrituras.Para o pré-tribulacionismo, o primeiro evento escatológico é o Arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.16,17), que não deve ser confundido com a Manifestação do Senhor (Mt 24.29-31). Esse rapto ocorrerá de modo secreto, antes da Grande Tribulação, que, segundo cálculos complexos, terá duração de sete anos (cf. Dn 9; Ap 11-16; Mt 14.15-21 etc.). Isso tem sido contestado por outras duas escolas. Segundo o mesotribulacionismo, a Igreja enfrentará a primeira metade da Grande Tribulação. E, para o pós-tribulacionismo, os salvos já estão passando por tribulações, que se intensificarão até que Cristo venha.Principais escolas escatológicasHá quatro modos de interpretar o livro de Apocalipse. O futurista, segundo o qual os textos apocalípticos apontam para o futuro. O historicista, que vê as profecias como simbólicas, relacionando-as com a História. O idealista, que considera tais textos como meras expressões idealizadas da luta entre o bem e o mal. E o preterista, que interpreta as profecias como já cumpridas, especialmente no primeiro século (JONES, p. 58-76).Em Apocalipse 1.19, o Senhor Jesus aplica um duro golpe no preterismo, ao dizer a João: “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”. Mais que apresentar a divisão do livro, o Senhor deixa claro que a parte profética de Apocalipse alude ao futuro. De fato, a partir do capítulo 4, tudo é escatológico, com exceção das revelações parentéticas, isto é, os parênteses contendo profecias já cumpridas.

Uma dessas revelações parentéticas está em Apocalipse 12, que menciona uma “mulher vestida do sol” (v. 1) dando à luz a um Menino (Jesus) e sendo protegida por Deus contra a fúria do Dragão (Satanás). Quem é essa mulher? Essa pergunta nos instiga a “dialogar” com mais quatro escolas gerais de interpretação, além das três escatológicas citadas: a aliancista, a neoaliancista, a dispensacionalista clássica e a dispensacionalista progressiva.

Para o aliancismo, Deus só tem um plano: com a Igreja. A aliança com Israel vale para os cristãos. As promessas feitas aos israelitas, ou já se cumpriram durante o reinado de Salomão (cf. 1 Rs 4.21), ou se cumprirão por meio da Igreja, o “Israel de Deus”. Os neoaliancistas dizem o mesmo de outra forma, defendendo que a aliança com Israel é apenas uma figura da nova aliança. Nesse caso, para ambas as escolas, a mulher em Apocalipse 12 é a Igreja.

Precisamos agora abrir um parêntese para introduzir mais duas escolas escatológicas que estudam o Milênio, a amilenarista e a pós-milenarista, já que estas são regidas pelo aliancismo. Os amilenaristas afirmam que não haverá um Milênio literal; Jesus já está reinando, espiritualmente, pois prendeu Satanás, simbolicamente. Os pós-milenaristas creem de modo semelhante: o Diabo foi esmagado, de modo pactual, e já estamos num “milênio”, que durará até a Segunda Vinda. Para essas duas escolas, Cristo conquistará o mundo progressivamente pela vitória do evangelho (BOCK, 2001).

Dispensacionalistas clássicos, além de identificarem, nas Escrituras, várias dispensações (períodos em que Deus trata com seu povo por meio de pactos específicos), dizem que o Senhor tem um plano para Israel e outro para a Igreja (1 Co 10.32; Rm 11), uma vez que a aliança com Israel é perpétua (Gn 17.7,13). Não há motivo para forçar Apocalipse 12 a dizer que a mulher é a Igreja. Afinal, ela dá à luz ao Menino, Cristo, que afirmou: “estabelecerei a minha igreja” (Mt 16.18). Ora, se a Igreja foi fundada por Jesus, Ele não “saiu” dela, e sim o inverso. Nesse caso, a mulher só pode ser Israel.

O pré-milenarismo (outra escola que estuda o Milênio) se baseia nos pressupostos do dispensacionalismo clássico para defender a ideia de que Jesus virá antes dos “mil anos” — que serão literais (Ap 20.1-7) — para cumprir a promessa de restaurar o reino a Israel (Mt 24.3; At 1.7). Já os dispensacionalistas progressivos, por outro lado, não fazem distinção entre Israel e Igreja e desgastam as características do próprio dispensacionalismo, a fim de dialogarem com o aliancismo. Ao fim e ao cabo, é uma espécie de semidispensacionalismo ou semialiancismo (LAHAYE; HINDSON, p. 139-153).

Arrebatamento secreto da Igreja

A doutrina do Arrebatamento secreto e pré-tribulacional, defendida pelos dispensacionalistas clássicos, tem sofrido muita oposição por parte dos proponentes de outras escolas citadas. Alega-se, por exemplo, que o termo “arrebatamento” sequer aparece na Bíblia. Mas essa contestação é frágil, já que o mencionado vocábulo deriva da frase “seremos arrebatados” (1 Ts 4.17). Aqui, o verbo “arrebatar” (gr. harpazō) tem o sentido de “raptar” (cf. Mt 13.19; Jo 6.15; 10.12,28,29), à semelhança do que aconteceu ao diácono-evangelista Filipe (At 8.39,40).

Críticos do pré-tribulacionismo dizem, também, que a ideia do Arrebatamento secreto é um contrassenso, pois “todo olho o verá” (Ap 1.7). No entanto, a quem o Senhor Jesus dirigiu as palavras contidas em João 14.3? A todo o mundo ou à Igreja? À Igreja, que começou com os doze apóstolos, à qual prometeu: “virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”. Aqui, o verbo “levar” (gr.paralambanō) também denota “raptar” (cf. Mt 2.13,14; Mc 9.2; Mt 24.40,41).

O rapto dos salvos vivos é análogo à ressurreição dos mortos em Cristo, visto que esses dois grupos subirão juntos ao encontro do Senhor, nos ares (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.16,17). À luz de Lucas 20.35 e Filipenses 3.11, a ressurreição dos salvos, chamada, literalmente, de ressurreição “dentre todos os mortos” (gr. ek ton nekron), será secreta e seletiva. Por que a transformação e o arrebatamento dos salvos vivos seriam públicos? Portanto, assim como os mortos em Cristo ressuscitarão dentre todos os mortos, os salvos vivos também serão arrebatados dentre todos os vivos.

Quando examinamos Hebreus 9.28, nossa convicção de que a transformação, num abrir e fechar de olhos, e o rapto dos salvos ocorrerão de modo secreto se torna mais firme. O autor de Hebreus diz que Cristo “aparecerá segunda vez aos que o aguardam para a salvação”. O verbo “aparecer” (gr. horaō), aqui, denota “ser visto”. Nesse caso, por quem Jesus será visto, no Arrebatamento? Pelo mundo todo? Não! Somente pelos que “o aguardam para a salvação”, o que se coaduna com João 14.3.

Examinemos o uso do mesmo verbo em 1 Coríntios 15.5-8. Paulo afirma que o Cristo ressurreto, antes de sua ascensão, “foi visto” (gr. horaō) por todos os apóstolos, Tiago, irmão do Senhor, e mais de quinhentos irmãos. Todas essas reuniões com o Senhor ocorreram de modo secreto. Aliás, reuniões secretas de Jesus com os salvos não é nenhuma novidade (cf. At 1.3; Jo 12.28,29; At 22.9). Assim, por ocasião do Arrebatamento, somente os salvos o verão!

Outro texto significativo, nesse sentido, é Atos 1.9-11, no qual se menciona que Jesus há de descer do céu assim como subiu. Na sua ascensão, somente os seus discípulos o viram subindo até as nuvens. Por que, no Arrebatamento, todo o mundo haveria de vê-lo? Portanto, somente os salvos verão o Senhor descendo até as nuvens, pois Ele “há de vir assim como para o céu o vistes ir” (v. 11; cf. ZIBORDI, 2012).

Arrebatamento pré-tribulacional da Igreja

Pré-tribulacionistas creem que a Segunda Vinda terá duas etapas. Por isso, não se incomodam com a ênfase de que “todo o olho o verá” (Ap 1.7). Na primeira etapa, o Arrebatamento, os salvos irão ao encontro do Senhor nos ares, antes da Grande Tribulação (1 Ts 4.16,17; 5.3-8). Na segunda, no fim desse período de sete anos, Ele se manifestará diante de todos, para destruir o império do Anticristo, o que é corroborado pela linha do tempo de Apocalipse 19-22, trecho desse livro que está, rigorosamente, em ordem cronológica.

João avista a Igreja glorificada no Céu, nas Bodas do Cordeiro, durante a Grande Tribulação (Ap 19.1-10). Logo depois, vê Cristo descendo do céu com a Igreja (vv. 11-16). Em seguida, mencionam-se: a batalha do Armagedom (vv.17-19); a vitória de Cristo sobre o Anticristo e o Falso Profeta (vv. 20,21); a prisão de Satanás (20.1-3); a ressurreição dos mártires da Grande Tribulação e o Milênio (vv. 4-6); a liberação do Diabo, após os mil anos, e sua condenação (vv. 7-10); o Juízo Final (vv. 11-15); e a eternidade (caps. 21-22).

Para os amilenaristas, a discussão sobre a possibilidade de a Igreja passar pela Grande Tribulação é inócua, pois eles sequer acreditam que esse período ocorrerá. Preteristas, hermeneuticamente falando, dizem que esse grande evento — para os pré-milenaristas, que são futuristas — já aconteceu por ocasião da destruição de Jerusalém, em 70 d.C., e que o Anticristo foi o imperador Nero (37-68 d.C.).

Essa tese não se sustenta, visto que a maioria dos historiadores afirma que Apocalipse foi escrito no fim do século I, entre 90 e 95 d.C., nos últimos dias de Domiciano (51-96 d.C.). Por que Jesus, cerca de vinte anos depois da destruição de Jerusalém, diria a João: “Escreve as coisas que […] depois destas hão de acontecer” (Ap 1.19)? Ademais, ao discorrer sobre a Grande Tribulação, Ele disse que esta será um evento sem precedentes e incomparável (Mt 24.21).

Pós-tribulacionistas afirmam que o Arrebatamento e a Manifestação do Senhor são o mesmo evento. Acreditam, portanto, que a Igreja continuará passando por tribulações, cada vez mais intensas, até a Segunda Vinda. Já para os mesotribulacionistas, Cristo livrará a Igreja em meio à Grande Tribulação, permitindo, inclusive, que ela sofra os vis ataques do Anticristo constantes de Apocalipse 13.

Essas duas escolas acusam o pré-tribulacionismo de se apegar exageradamente à simbologia profética, ao afirmar que a Igreja não passará pela Grande Tribulação. No entanto, além das conhecidas analogias (arrebatamento de Enoque, livramento da família de Noé etc.) pelas quais alguns pregadores defendem a ideia de que a Igreja escapará dos juízos tribulacionais (Lc 21.36, ARA), há passagens que confirmam tal livramento de modo eloquente.

Apocalipse 4 talvez seja o capítulo bíblico mais emblemático quanto ao rapto pré-tribulacional da Igreja, no qual o Senhor revela a João, de modo profético, através de símbolos, o futuro glorioso da Igreja. Esse apóstolo vê “uma porta aberta no céu” e 24 anciãos ao redor do trono de Deus (vv. 1-4), os quais não são anjos, pois, em nenhum lugar do Novo Testamento, seres angelicais são chamados de “anciãos” (gr. presbyteros).

Esses “presbíteros” estão assentados em tronos, o que é curioso, pois Jesus tinha acabado de prometer isso à Igreja (Ap 3.21; cf. Mt 19.28). Eles usam vestes brancas e coroas de ouro, o que o Senhor também acabara de prometer aos salvos (Ap 2.10; 3.4,5,11). Têm harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos (5.8). E cantam um novo cântico, que dá ênfase à morte expiatória do Senhor (v. 9). Ora, se não são uma categoria angelical, como querubins e serafins, só podem ser um novo grupo no céu!

Quanto ao número 24, no próprio livro de Apocalipse explica-se, indiretamente, que alude às 12 tribos de Israel e aos 12 apóstolos do Cordeiro (cf. 21.12-14). Estas e todas as outras características citadas não deixam dúvida de que esses anciãos representam a Igreja, formada pelos salvos de todas as épocas. E, nesse caso, não resta mais nenhuma dúvida de que ela estará no céu antes da abertura dos sete selos, que aludem aos primeiros juízos, logo no início da Grande Tribulação (cf. caps. 4-6).

Se voltarmos ao capítulo anterior de Apocalipse, veremos o Senhor prometendo guardar a igreja de Filadélfia “da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo” (3.10). Aqui, o sentido é de “guardar da”, e não “guardar através da” (HORTON, 1995, p. 62). Jesus não prometeu àqueles crentes — e a nós, por extensão (cf. vv. 13,22) — que não morreriam, e sim que seriam guardados de algo que virá “sobre todo o mundo”, que só pode ser a Grande Tribulação, da qual todos os arrebatados serão guardados.

Apocalipse 4 se conecta perfeitamente ao capítulo 19 do mesmo livro, passagem que também não deixa dúvida quanto ao fato de que a Igreja estará nas Bodas Cordeiro durante a Grande Tribulação. João vê os salvos, que formam os exércitos do Senhor, vindo à terra com Ele (19.1-14). Aqui, a Nova Jerusalém é chamada de Noiva (vv. 9,10), o que é uma metonímia em referência aos moradores dessa gloriosa Cidade, “inscritos no livro da vida do Cordeiro” (v. 27; 22.3-5).

Escritos de Paulo mostram que ele era pré-tribulacionista (risos). Consideremos as suas afirmações em 1 Tessalonicenses 5.3-9, logo após mencionar o Arrebatamento: “sobrevirá repentina destruição” aos filhos das trevas, que “de modo nenhum escaparão”; quanto aos salvos, como filhos da luz, não serão surpreendidos por “aquele Dia”, que virá “como um ladrão”, pois “Deus não nos destinou para a ira” (cf. 1.10).

Pré-tribulacionistas interpretam a segunda carta de Paulo aos crentes de Tessalônica à luz da primeira e de tudo o que o Senhor Jesus ensinou, em Apocalipse e no seu sermão profético (Mt 24-25). Por isso, não supervalorizam a tese, baseada em 2 Tessalonicenses 2.3 (fora de contexto), de que não haverá Arrebatamento pré-tribulacional e secreto, visto que a volta de Jesus só acontecerá após a manifestação do Anticristo.

Em 2 Tessalonicenses 2, evidentemente, Paulo dá sequência ao assunto apresentado na primeira carta e alude à Manifestação do Senhor após a chegada do “homem do pecado”. Ao citar a “apostasia”, ele faz uma conexão com a “operação do erro” (v. 11), que já é uma realidade nos dias de hoje (cf. 1Jo 4.3), mesmo antes da manifestação pessoal e visível do Anticristo, o que se constitui, nesse caso, um sinal dos “últimos dias”, inclusive do Arrebatamento (cf. 1Tm 4.1-5).

Aliás, em 2 Tessalonicenses 2.6-8, Paulo assevera que “o iníquo” só se manifestará em pessoa depois que for tirado “o que o detém”. Este, segundo alguns dispensacionalistas, é o Paráclito, que sairá da terra junto com a Igreja. Mas essa tese não parece muito lógica, já que desconsidera a onipresença e a imensidade do Espírito Santo. O mais coerente seria afirmar que esse que impede a manifestação do Anticristo é o próprio povo de Deus, que será arrebatado antes da “ira futura” (1 Ts 1.10).

Maranata!

Pr. Ciro Sanches Zibordi

(extraído do blog:  https://cirozibordi.blogspot.com)

 

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Amuletos e Superstições Afetam a sua vida?

Pergunta: O que significa a palavra superstição?

Resposta: SUPERSTIÇÃO é uma atitude de espírito, crença ou prática mágico-religiosa para as quais não há explicação lógica e que se baseiam na convicção de que certos atos, palavras, números ou objetos trazem males, benefícios, azar ou sorte. As superstições, de modo geral, podem ser classificadas como religiosas, culturais e pessoais”.

Segundo o Dicionário Michaelis, superstição é “1) sentimento religioso excessivo ou errôneo, que muitas vezes arrasta as pessoas ignorantes à prática de atos indevidos e absurdos; 2) temor absurdo de coisas imaginárias”. Em outras palavras, podemos dizer que superstição significa uma crença ou prática sem bases fatuais, fundamentada no medo ou ignorância do desconhecido.

O Dicionário Aurélio define superstição da seguinte maneira: 1) Sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes; 2) Crendice; 3) Crença em presságios tirados de fatos puramente fortuitos; 4) Apego exagerado e/ou infundado a qualquer coisa.

Pergunta: O que significa a palavra fetiche?

Resposta: FETICHE é “objeto animado ou inanimado, feito pelo homem ou produzido pela natureza, ao qual se atribui poder sobrenatural e se presta culto”.

Pergunta: O que significa a palavra amuleto?

Resposta: No Dicionário Aurélio, AMULETO é “pequeno objeto (figura, medalha, figa etc.) que, desde a mais alta antiguidade, alguém traz consigo ou guarda por acreditar em seu poder mágico passivo de afastar desgraças ou malefícios”.

Na Enciclopédia Britânica: AMULETO é “a designação genérica de diferentes objetos aos quais se atribui a virtude mágica de guardar ou proteger quem o porta. Usados tradicionalmente para afastar o azar e trazer sorte”.

Pergunta: Quantas tipos de amuletos existem?

Resposta: Dentre os diversos tipos de amuletos (olho de boto ou do peixe-boi; ferradura, meia-lua, a estrela-de-davi) a figa é o que alcançou maior popularidade. Usada para combater a esterilidade e o mau olhado, é representada por uma mão humana fechada com o polegar entre os dedos indicador e médio. Amuleto é uma figura, medalha ou qualquer objeto portátil, qualquer coisa à qual supersticiosamente se atribui virtude sobrenatural para livrar seu portador de males materiais e espirituais, e para propiciar benefícios nessas áreas.

Pergunta: Quando uma pessoa aceita a Cristo como Salvador continua ainda sob a proteção de amuletos?

Resposta: Não. Ao aceitarmos o senhorio de Jesus, recebemos o Espírito Santo (ICoríntios 6.19; Efésios 1.13); nossos pecados são perdoados (Atos 10.43; Romanos 4.6-8); somos recebidos como filhos de Deus (João 1.12); se somos filhos, logo somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo (Romanos 8.17); passamos da morte espiritual para a vida espiritual (IJoão 3.14); somos novas criaturas (IICoríntios 5.17); o diabo se afasta e não nos toca (Tiago 4.7; IJoão 5.18); não estamos mais sujeitos às maldições (João 8.32,36); podemos usar o nome de Jesus para curar enfermos e expulsar demônios (Marcos 16.17-18); a salvação nos leva a um relacionamento pessoal com nosso Pai e com Jesus como Senhor e Salvador (Mateus 6.9; João 14.18-23); estamos livres da ira vindoura (Romanos 5.9; ITessalonicenses 1.10 e 4.16-17; Apocalipse 3.10), além de outras bênçãos.

Pergunta: Mas há crentes que acreditam que podem ser alvo de maldições. O que o Pastor diz sobre isso?

Resposta: Diante das promessas que acabamos de relacionar, somente o retorno voluntário ao pecado poderá alterar a nossa situação diante de Deus (João 15.6). O uso de qualquer objeto, seja no corpo seja em nossa casa, não melhora em nada a nossa condição de filho, de herdeiro, de abençoado, de isento das investidas do diabo. Objetos não expulsam demônios, não quebram maldições, não substituem o poderoso nome de Jesus.

O nome de Jesus não pode ser substituído por um objeto ou um produto industrializado. O uso de amuletos evidencia não uma atitude de fé, mas de falta de fé. Deus não opera por esse meio, sejam cordões, pulseiras, pirâmides, cristais, velas ou qualquer outro produto. A Bíblia não apoia tal prática. A atitude de fé é esperarmos no Senhor e nEle confiarmos. Alegremo-nos no Senhor e Ele nos concederá os desejos do nosso coração (Salmos 23.1 e 37.4-7).

Pergunta: Pode-se crer nos amuletos e também em Deus?

Resposta: Se dividirmos a nossa fé entre Deus e os amuletos, estaremos coxeando entre dois pensamentos. Isso não é uma manifestação de fé, mas de incredulidade, de dúvida nas promessas de Deus. A nossa confiança deve ser depositada no Senhor. “Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança” (Salmo 40.4). E a dúvida é inimiga da fé (Mateus 21.21). “Abraão não duvidou da promessa de Deus, deixando-se levar pela incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para cumprir” (Romanos 4.20-21). Abraão creu na promessa de que seria pai de muitas nações. Aguardou confiantemente. Não apelou para objetos, amuletos, cordão, pulseiras, vassoura atrás da porta.

Pergunta: Os amuletos podem trazer maldições em vez de bênçãos?

Resposta: Sim. Os amuletos, longe de serem veículos de bênçãos, podem trazer maldições, porque a fé não está centralizada exclusivamente em Deus. Podemos ler em Isaías 31.1: “Ai dos que confiam no poder místico dos amuletos, mas não atentam para o Santo de Israel, nem buscam ao Senhor”. O uso de amuletos pelo povo de Deus equivale a tomar o caminho de volta para o Egito. As nossas superstições foram deixadas no esquecimento. Não precisamos limpar nossos olhos com óleo ungido, para não vermos as coisas do mundo. Pela ação do Espírito em nossas vidas, já morremos para essas coisas, para o sistema mundano e para o pecado. O Espírito que em nós opera não nos permite colocar coisas impuras diante de nossos olhos (Salmo 101.3).

Pergunta: A Bíblia condena a superstição?

Resposta: A Bíblia não é baseada em superstições, pois é a inerrante Palavra de Deus: “Toda a escritura é divinamente inspirada, proveitosa para ensinar, redarguir, corrigir, instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra”(IITimóteo 3.16-17). O evangelho está enraizado em fatos históricos, não em mitos (IIPedro 1.16). Além disso, a Palavra de Deus condena veementemente a magia e a feitiçaria, bem como todo tipo de superstição. As fábulas, as crendices e os falsos ensinos são por ela, combatidos: “Conjuro-te pois diante de deus e do senhor jesus cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e ao seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrinas, porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade voltando às fábulas” (IITimóteo 4.1-4).

Pergunta: Os objetos que hoje se usam em algumas igrejas pentecostais podem aumentar a nossa fé? Alguns líderes religiosos ensinam que esses objetos servem de ponto contato para aumentar nossa fé. Isso está certo?

Resposta: Objetos, ou qualquer tipo de material, seja sólido ou líquido, do reino mineral ou do reino vegetal, não servem para aumentar a fé dos cristãos. O que transmite fé, o que proporciona fé, o que dá origem à fé, é a Palavra de Deus (Romanos 10.17). Jesus não distribuiu qualquer tipo de objeto para melhorar a fé de seus ouvintes. Nos primeiros passos da Igreja, vemos Pedro e demais apóstolos anunciando insistentemente o Cristo vivo, e falando com paciência dos mistérios de Deus e das palavras de Jesus. E todos se enchiam de alegria, e milhares aceitavam o Evangelho: “Disse-lhes Pedro: arrependei-vos, e cada um seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E os que com bom grado receberam a sua palavra foram batizados, e naquele dia agregaram-se quase três mil almas” (Atos 2.38-41).

Pergunta: Então o uso de amuletos é incompatível com a vida cristã?

Resposta: Sim. O uso de amuletos é incompatível com a vida cristã e não proporciona prosperidade material ou espiritual a ninguém. Quem deseja viver uma vida de paz e de abundância, deve buscar “primeiro o reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Salmo 37.25; Mateus 6.33; Marcos 10.29-30; Lucas 12.31; João 10.10). Para viver a sua fé, o cristão não precisa de figas, de cordão de ouro, varinha mágica, porque as maldições não prevalecem contra nossas vidas. “Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu vôo, assim a maldição sem causa não encontra repouso” algumas traduções dizem “a maldição sem causa não se cumpre” (Provérbios 26.2). A maldição nos alcança se não estivermos sob a proteção de Deus, se não confiarmos nEle, se estivermos em pecado.

Pergunta: Quem põe a fé na proteção de determinado objeto, na verdade está pedindo uma proteção que não vem de Deus, é disso que se trata?

Resposta: Sim. A fé cristã rejeita o uso de qualquer objeto com o propósito de obter favores espirituais, ou evitar a influência demoníaca. Do Egito já viemos. Das superstições já nos libertamos. Do jugo do opressor já estamos livres. Da Babilônia espiritual já saímos. Cristo quebrou na cruz todas as amarras, grilhões, embaraços; quebrou os fortes laços que nos prendiam ao mundo das trevas (Gálatas 3.13). Um irmão escreveu num fórum de debate: “Deus nos fez livres, livres de contatos físicos para O sentir; livres de pontos de apoio, para crer; livres de toda e qualquer espécie de superstição e amuletos; livres para crer num Deus que tudo supre, tudo faz, tudo opera naqueles que o amam”.

Quando estávamos na ignorância espiritual, fazíamos uso de incensos e defumadores para afastar os maus espíritos. A Bíblia nos dá a receita para isso: “Submetei- vos, pois a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4.7).

“Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres. Estai, pois, firmes e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da escravidão” (Gálatas 5.1).

Pergunta: O Pastor tem mais alguma coisa a acrescentar a respeito da fé em objetos?

Resposta: Sim. Estejamos atentos para a definição de FÉ que encontramos em em Hebreus 11.1: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem”. Como podemos ver no versículo citado, ter fé não significa crer em algo que possamos ver. Pelo contrário, fé é sabermos que Deus existe, mesmo sem podermos vê-lo. Quem tem fé não necessita ver Deus para crer nele. E o autor de Hebreus acrescenta: “Ora, sem fé é impossível agradar- lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11.6).

Pergunta: E como o Pastor refuta através da Bíblia a necessidade de “pontos de contato” para despertar a fé?

Resposta: À luz dos versículos que acabamos de citar, podemos chegar à seguinte conclusão: não necessitamos de um objeto ungido como ponto de contato para despertar nossa fé. E podemos ainda acrescentar o que diz Romanos 10.17: “Logo, a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo”. Este versículo demonstra qual é o instrumento utilizado por Deus para despertar a fé no coração humano: as Escrituras Sagradas, pois a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus. Com base nisso, chegamos à outra conclusão: a Palavra de Deus é poderosa o suficiente para despertar a fé no coração humano. Não necessitamos de “objetos ungidos” para que a fé de alguém possa ser despertada.

Pergunta: E quanto à questão de quem recebe a glória e a gratidão por algum benefício supostamente recebido?

Resposta: Certamente. Em Isaías 42.8 está escrito: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens esculpidas”. Observem, irmãos em Cristo, Deus não divide a glória dele com ninguém, pois somente ele é digno de ser glorificado. O homem pode ser honrado e exaltado, mas somente Deus é digno de ser glorificado: ele é o Senhor. Deus não admite que o louvor, que deve ser dado somente a ele, seja direcionado a objetos ou a imagens esculpidas. Daí, atribuir glória a um objeto, seja ele qual for, está errado, pois todo poder e glória pertencem somente a Deus. Não existe este negócio de amuletos, talismãs ou “objetos ungidos” que solucionam problemas alheios, isto é um êngodo, para não dizer um grande pecado.

Pergunta: Em algum lugar na Bíblia foi atribuído a alguém, ou a algum objeto, algum milagre?

Resposta: Não, pelo contrário. Podemos citar Atos 19.11-12, onde está escrito: “Deus fazia milagres extraordinários por meio de Paulo, tanto que as pessoas pegavam lenços e aventais e os levavam para os doentes tocarem”. O versículo acima nos permite, ao menos, chegar a cinco conclusões:

1- Quem fazia os milagres era Deus, e não os lenços e aventais usados por Paulo “Deus fazia milagres extraordinários…”;

2- Paulo não distribuiu seus próprios lenços e aventais, foram as pessoas que pegaram seus lenços e aventais. O apóstolo Paulo nunca fez apologia aos chamados “objetos ungidos”;

3- O apóstolo Paulo não cobrava pelos lenços e aventais, nem tampouco pelos milagres realizados por Deus através dele;

4- Paulo não atribuiu poderes miraculosos aos seus lenços e aventais: era Deus quem operava os milagres;

5- Este fato não constitui uma doutrina a ser seguida. Deus, através deste episódio, não está nos ensinando a buscarmos “objetos ungidos” sempre que tivermos um problema. A fé tem que estar voltada a Deus e não a um objeto qualquer.

Infelizmente, amados irmãos, a realidade de grande parte das igrejas evangélicas brasileiras é muito preocupante. Pastores estão se apoiando em textos bíblicos isolados, fora de contexto, para “justificarem” o comércio de uma grande lista de bugigangas, que a meu ver, não passam de superstição evangélica, tais como: água ungida; cajado ungido, caneta ungida para passar em concursos públicos; lenço ungido; martelos; meias; chaves ungidas; água do Rio Jordão; azeite ungido; sal ungido; cajado ungido etc. etc. etc. Todas as supostas facilidades obtidas através destes‘objetos ungidos” levam a igreja para longe da presença de Deus.

Pergunta: Por trás disso há outros interesses nada bíblicos, Pastor?

Resposta: Sim, pois essa prática permite a exploração financeira, obtida através do desespero de quem necessita de uma cura, libertação ou uma bênção da parte de Deus, pois, toda essa superstição evangélica sai caro. E tudo isso se dá por analfabetismo bíblico, pois, os cristãos estão aprendendo a honrar mais a criatura (cajados, lenços etc.) do que o Criador, como escreveu o apóstolo Paulo em Romanos 1.21-23 “porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes e de répteis”.

O que é preocupante em tudo isso é a obtenção de vantagens financeiras. O apóstolo Paulo nunca cobrou por seus lenços e aventais, nem tão pouco pelos milagres realizados através dele. Já os “ungidos do senhor” (pastores, bispos, apóstolos) de hoje, cobram e cobram caro pelos seus “objetos ungidos e abençoados”.

Essa superstição evangélica dentro da igreja tem que acabar. Até quando este “tristemunho” vai continuar? Desperta igreja, chega de tanta passividade. Está na hora de darmos um bom testemunho, exigindo a pureza doutrinária por parte de nossos pastores. Ou eles mudam de atitude, ou teremos de escolher de pastores que tenham as qualificações indicadas pelo apóstolo em ITimóteo 3.1-3: Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento”.

Pergunta: Essas vantagens são obtidas em cima da ignorância e dos medos das pessoas?

Resposta: Por isso esses líderes vêm atraindo a muitos e obtendo algum sucesso. É provável que conheçamos pessoas que apregoam ‘certas verdades’, baseadas em crenças infundadas, ou que até mesmo utilizam amuletos, e usam certas expressões, com o fim de afastarem maus espíritos. Muitas destas pessoas agem assim por temerem aquilo que desconhecem, ou seja, são supersticiosos. Superstições são crenças alicerçadas sobre sentimentos irracionais, que levam as pessoas a temerem o desconhecido, o sobrenatural, em razão da sua credulidade excessiva. Quem é supersticioso acredita em presságios, encantamentos, sinais, ritos específicos e tantos outros elementos que repousam sobre a fé em coisas irracionais. A Palavra de Deus reprova vigorosamente as superstições. Atos dos apóstolos registra um episódio em que Paulo e Barnabé, quando pelo poder de Cristo, curaram um coxo em Listra. Quase foram idolatrados como os deuses gregos Júpiter e Mercúrio pelos habitantes daquele país. Os servos de Deus protestaram com veemência contra esse ato supersticioso. No Antigo Testamento eram proibidas as advinhações (Levítico 19.31), a bruxaria, os augúrios, a feitiçaria e a magia (IIReis 21.6). Temos de ter muito cuidado para que essas práticas não solapem nossa fé e assolem nossas igrejas.

Pergunta: Existem superstições tão comuns que fazem parte do cotidiano das pessoas, até dos crentes?

Resposta: Temos várias superstições do cotidiano. Damos três como exemplos:

1- Uso de amuletos e talismãs. É a crenca no afastamento dos maus espíritos apenas pelo uso de certos objetos como galho de arruda; ferradura de cavalo na porta de casa; pé de coelho, muitas vezes. são usados como objetos de adorno. O profeta Isaías incluiu os amuletos na lista de adornos femininos (Isaías 3.20). Um talismã é um adorno que consite em letras, símbolos ou palavras sagradas, nomes de anjos ou demônios, com o objetivo de afastar o mal de quem os usa.

2- Rogos do espirro: “saúde”, “Deus te crie”, ou uma expressão mais erudita como “dominus caetumi” (o Senhor te crie).

3- Sexta- feira 13. O número 13 é tido por alguns como bom agouro, e para outros como infortúnio.

Pergunta: A superstição entre os evangélicos não seria uma volta ao misticismo medieval, tão condenado pelos reformadores? A teologia da maldição hereditária não seria um vilipêndio à doutrina da graca e uma superstição religiosa em sua essência?

Resposta: Lamentavelmente. É nítida a existência de casos de superstição entre evangélicos, mas como resultado da ausência de orientação bíblica nas igrejas. Onde o povo recebe o ensino sistemático e claro da Palavra de Deus raramente existe isso. Alguns casos de supersticiosidade entre os evangélicos são menores, outros são mais graves.

Alguns exemplos do primeiro tipo são deixar a Bíblia aberta no salmo 91 para afastar desgraças; utilizar a expressão “tá amarrado” de forma séria, como uma espécie de precaucão espiritual; abrir a Bíblia aleatoriamente para ‘tirar um versículo’, que funciona como orientação de Deus para tomarmos uma decisão; trocar a leitura sistemática e regular da Bíblia pela ‘caixinha de promessas’; reputar que oração no monte tem mais eficácia do que a feita dentro do quarto ou na igreja; dormir empacotado para que Deus, ao nos visitar à noite, não se entristeça; acreditar que objetos ou algum suvenir de Israel (pedrinha, água do Rio Jordão, folhas de árvores) têm algum poder especial.

Um exemplo de caso grave de superstição é a teologia da maldição hereditária, que declara insuficiente a obra de Cristo na vida da pessoa, pois afirma que mesmo depois de salvo por Jesus o cristão deve desenterrar o seu passado, e de seus familiares, para quebrar uma a uma todas as possíveis maldições que acometeram, e que ainda repousariam sobre ele, senão a libertação não será completa. Além de não ter base bíblica (II Coríntios 5.17), essa teologia defende um princípio quase reencarnacionista, estabelecendo um carma na vida da pessoa a partir de seus parentes. Fujamos de toda a sorte de superstição, que nossa fé seja absolutamente bíblica.

Respostas do saudoso Pr. Natanael Rinaldi (extraído da Revista Defesa Cristã)